Fone
+ 55 43 9151-4272
PROJETO DE ROLÂNDIA É FINALISTA DE PRÊMIO NACIONAL
O projeto "Fazenda Bimini, Fonte de Educação Ambiental", desenvolvido em Rolândia, norte do Paraná (25 kms a oeste de Londrina), foi classificado como finalista para o prêmio von Martius, oferecido pela Câmara de Comércio e Industria Brasil Alemanha, em São Paulo. O trabalho desenvolvido desde 1997 pela familia Steidle participou com outros 115 projetos de educação ambiental desenvolvidos em todo o país, inclusive por empresas multinacionais. A premiação envolveu 3 categorias: humanidade, natureza e tecnologia.
O Projeto de Rolândia concorreu pela categoria natureza. na Fazenda Bimini (que de acordo com a lenda significa "onde brota a fonte da eterna juventude"), um trabalho voluntário dirigido a todas faixas de idade, atraí universitários, professores, biólogos e pesquisadores de toda a região. Com uma fórmula simples que inclui visitação à fazenda, através de trilhas com vários temas, os proprietários despertam nas pessoas o senso de preservação e respeito a natureza. "São idéias prátricas de educação ambiental, onde a fazenda se transforma em um laboratório de troca de idéias e experiências", afirma Daniel Steidle, responsável pelo projeto.
Durante as visitas, as pessoas tem contato com a natureza, conhecem plantas exóticas, aprendem de onde elas vem. "Tudo que está nos livros apresentamos de forma prática. É um ambiental natural, que sempre muda e envolve o visitante". Steidle acredita que a simplicidade do projeto tenha chamado a atenção dos organizadores do prêmio. "A idéia é mostrar que a educação ambiental não é uma coisa complicada, está em nosso dia a dia. Para isso, o projeto não necessita de muito dinheiro. É um trabalho pequeno com excelentes resultados", afirma.
A expectativa, segundo Steidle, é que a divulgação do trabalho possa render mais frutos, despertando o interesse de outras cidades em desenvolver um projeto parecido. "Estamos muito contentes porque, mais do que concorrer com multinacionais, entenderam a nossa mensagem. Isso vai possibilitar o contato com outras pessoas interessadas nesse trabalho. É um trabalho pequeno, mas que pode servi para outras realidades". O objetivo, segundo ele, é formar uma rede que seja sustentável. "Que cada um possa fazer sua parte, a partir da sua realidade."
No dia da premiação, Steidle vai apresentar um vídeo com o trabalho na fazenda, e que conta também com a participação de aldeias indígenas da região. "No vídeo, o índios dão aulas interessadas, tocando a natureza de forma mais humana. É possível ver que quanto mais próxima, mais encantadora."
Prêmio - O von Martius é um dos mais importantes prêmios ambientais do Brasil, que valoriza a contribuição ecológica das empresas, organizações do poder público e indivíduos. O prêmio reitera a contribuição da cultura alemã à formação e desenvolvimento do Brasil e homenageia, simbolicamente, o botânico alemão Karl Freidrich von Martius, cujo trabalho contribuiu muito para o conhecimento e valorização dos ambientes natural e cultural do nosso país.
Ainda em 1936, quando o imigrante alemão Hans Kirchhein (avô de Daniel Steidle) chegou à região de Rolândia, as dificuldades foram muitas. A família chegou a passar necessidade, mas contou com a ajuda das pessoas que já viviam na cidade. Como forma de retribuição e agradecimento em 1968 o alemão fundou a escola Roland, onde além dos filhos de alemães, estudavam crianças de toda a comunidade.
Já naquela época, a escola oferecia um trabalho diferencado aos alunos, com teatro, coral, artes plásticas, além da conscientização ambiental. O imigrante começou a promover visitas à fazenda onde vivia com os próprios alunos, que conheciam a mata, os bichos, insetos e tudo o que o verde pode oferecer.
O hábito criado por Kirchhein de visitar a fazenda tornou-se comum. "Com acompanhávamos tudo de perto desde crianças, cresceu na família o senso de preservação do ambiente", afirma Daniel Steidle.
Uma das exigências de Kirchhein era a preservação do casarão construído de peroba rosa, existente até hoje na fazenda. Ao completar 90 anos, em 1993, foi plantada a primeira árvore próxima à mina existente na fazenda, que deu início ao processo de reflorestamento em área assoreada.
"Esse senso de preservação continua até hoje", afirma Steidle, que junto com a mãe e a esposa, dá continuidade ao trabalho do avô. O começo do trabalho foi tímido, mas a parceria com a Universidade Estadual de Londrina (UEL), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Instituto Ambiental do Paraná (Iapar), é possível realizar pesquisas e descobrir novidades da agricultura.
A fazenda recebe hoje, cerca de 2 mil visitantes ao ano. "É um trabalho simples, que envolve toda a família e agora está tendo o esforço reconhecido".
Fonte: Folha de Londrina
Por: Marta Ortega
FOCO EM SUSTENTABILIDADE: A SOLUÇÃO PARA CONSTRUIRMOS UM MUNDO MELHOR
O FUTURO A GENTE FAZ AGORA
ON THE ROCKS